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Upside Down

Um blogue de uma futura (e esperançosa) jornalista, que vê na escrita um refúgio para os bens e para os males da vida.

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Entrevista a Pedro Chagas Freitas

Há uns dias fiz um post a falar de uma entrevista surpresa que iria ser publicada brevemente. Demorei mais do que o previsto, mas aqui está a tão esperada entrevista a.... Pedro Chagas Freitas. É isso mesmo, tive a oportunidade e a honra de entrevistar um dos meus escritores preferidos. 

Espero que gostem da minha primeira entrevista!!

 

 

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Pedro Chagas Freitas é um escritor português, autor do grande êxito Prometo Falhar. Se quiserem saber mais informações sobre o entrevistado, podem consultar AQUI um post que fiz no qual consta uma pequena biografia do mesmo.

Passemos, então, às questões e respetivas respostas:

 

P: Como surgiu o seu interesse pela escrita?

R: A escrita está comigo desde que me lembro de mim. E está como uma necessidade. Tenho de escrever. Sem escrever não sou eu. Falta qualquer coisa. Um dia sem escrever é um dia vazio. Sem escrever fico desabitado.

 

P: O que o inspira a escrever?

R: Não acredito na inspiração – isso é desculpa de preguiçoso. Acredito na nossa capacidade de lutar contra as nossas limitações, contra as nossas insuficiências. E o segredo é simples: ler muito, escrever muito, comparar muito. Só assim se consegue libertar mais a mão.

 

P: Qual foi o livro que mais gostou de escrever? 

R: Talvez o “in Sexus Veritas”, por ser o mais extenso e por me ter mostrado que a disciplina e o método podem fazer milagres. Escrevi, religiosamente, dez páginas por dia – custasse o que custasse. E assim consegui criar aquela obra de 1500 páginas – ao fim de 150 dias. Basta fazer as contas, não é? Mas todas as obras são especiais ao nível da escrita. E é esse o fascínio da coisa. 

 

P: De que forma é importante a utilização do Facebook para divulgação do seu trabalho? 

R: É fundamental. Creio que a Internet é um meio de divulgação fundamental para qualquer artista – e quis, desde o começo, explorar esse meio. Hoje qualquer criador tem de o fazer. Sem pudores. Sem medo.

 

P: Editou, em 2014, um livro que ainda se encontra no top de vendas nacional - "Prometo Falhar". É importante saber falhar?

R: É essencial não nos levarmos muito a sério. Sabemos que somos falíveis mas temos a mania que podemos ser perfeitos. Tentei, nessa obra, desconstruir essa ideia – deixar as pessoas mais libertas para serem pessoas. E por isso falíveis. Graças a Deus. Sem a falha isto seria tudo uma seca.

 

P: Este ano será lançada a sua próxima obra. Há alguma informação que possa disponibilizar, para satisfazer a curiosidade dos fãs?

R: A obra será lançada em muito breve – será um romance e mais qualquer coisa. Sabe-se lá o quê... Será escrita num registo bastante intimista, como “Prometo Falhar”. E mais não digo.

 

 

E então, gostaram das perguntas e respostas? Como principiante gostaria de receber o vosso feedback, de forma a poder melhorar nos aspetos em que possa estar menos bem.

Aproveito para agradecer publicamente a Pedro Chagas Freitas por se ter mostrado tão pronto a colaborar e, também, por ter perdido algum do seu tempo a responder às questões de alguém que, no fundo, se está a estrear nesta área. A prontidão e vontade de ajudar é fundamental para quem está a tentar, sozinha, criar currículo e experiência.