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Upside Down

Um blogue de uma futura (e esperançosa) jornalista, que vê na escrita um refúgio para os bens e para os males da vida.

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Um blogue de uma futura (e esperançosa) jornalista, que vê na escrita um refúgio para os bens e para os males da vida.

Saudade...

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Há menos de uma semana estive em Coimbra e já tenho saudades. Saudades do cheiro, das pessoas, das amizades, da paisagem. Sempre vivi tão perto de Coimbra e nunca senti qualquer apreço pela cidade, porque só lá ia para consultas no hospital. Agora que conheço o outro lado da cidade e o seu significado, não consigo evitar sentir falta de tudo aquilo. 

Estar de férias, sendo estudante da Universidade de Coimbra, já não tem o mesmo significado que tinha estar de férias sendo aluna do secundário. Estou a pouco mais de 45 minutos de distância da Cidade dos Estudantes, mas mesmo assim a saudade bate forte no meu peito sempre que me lembro das pessoas que lá conheci e dos bons momentos que lá passei. É verdade que o dia-a-dia atarefado de estudante não permite que aprecie ao máximo tudo aquilo - ainda por cima em apenas três anos - mas o primeiro ano, que ainda agora acabou, já me fez perceber que tenho muitas coisas maravilhosas à minha espera neste cidade de tanto encanto. 

Em setembro começarei o meu segundo ano e a saudade aperta sempre que me lembro disso, porque o segundo ano está tão perto do terceiro e o terceiro significa o fim. Ainda agora começou, por que razão terá de acabar tão cedo? Se o primeiro ano passou a voar, imagino que o segundo não passe mais devagar. Quero começar o segundo ano com a noção de que tenho de o aproveitar ao máximo, muito mais do que aproveitei no primeiro. Quero chegar ao início do meu segundo ano e matar toda a saudade que sinto da cidade mais bonita de Portugal.

A nostalgia que sinto ao fim de apenas um ano arrepia-me e as lágrimas que chorei na minha primeira Serenata fazem-me perceber que Coimbra não é Coimbra só pela cidade em si, mas pelas pessoas que lá conhecemos e com as quais criamos laços para a vida. Se conheci pessoas maravilhosas em apenas um ano, não quero sequer imaginar o que acontecerá nos próximos dois anos - mas espero, sem dúvida, conhecer ainda mais pessoas que me marquem para sempre e com as quais possa criar uma forte ligação.

Apesar de todo o cansaço resultante do primeiro ano, não consigo evitar querer que as férias passem depressa para poder voltar a viver tudo aquilo, para poder sentir de novo o orgulho de ser estudante de Coimbra, para reencontrar quem lá deixei e encontrar tantas outras pessoas. 

Oh Coimbra, deixas tanta saudade! Até setembro!