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Upside Down

Um blogue de uma futura (e esperançosa) jornalista, que vê na escrita um refúgio para os bens e para os males da vida.

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Um blogue de uma futura (e esperançosa) jornalista, que vê na escrita um refúgio para os bens e para os males da vida.

PESSOAL: Desabafo de Natal

Ainda ontem foi Natal. Uma época de alegria, amor, paz, crianças ansiosas para receberem as suas prendas e adultos que fingem que já não acham piada a presentes. Para mim é também tudo isso, mas é, principalmente, uma época de vazio. Vazio porque já perdi demais para conseguir ser inteira.

Passar um Natal sem pensar em ti é difícil, Avô. E passar um Natal sem deitar uma lágrima pela falta que me fazes é impossível.

Já passaram quatro anos, cinco Natais sem ti e a saudade bate tão forte como no primeiro Natal, como no primeiro dia, como no instante em que soube que te tinham levado para um sítio muito longe de mim. Dizem que "Deus quis assim", mas se Deus existisse tu estarias aqui a dar-me o maior presente que poderia receber agora: o teu sorriso de orgulho, aquele que mostravas cada vez que me vias. Com todo o respeito pela religião (ou toda a falta de respeito), metam Deus num sítio que eu cá sei, porque uma criatura supostamente tão perfeita não nos tiraria as nossas bases, os nossos alicerces, as pessoas que nos amam e nos apoiam acima de tudo.

Não acredito em Deus, mas acredito que me queres ver a sorrir, porque sempre o quiseste. Por isso, tentei aproveitar da melhor forma possível o Natal, com as pessoas que amo e que, tal como eu, sentem a tua falta. 

 

"O papel da perda tem de ser o higiénico. Todas as perdas são uma merda." - Pedro Chagas Freitas

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