Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Upside Down

Um blogue de uma futura (e esperançosa) jornalista, que vê na escrita um refúgio para os bens e para os males da vida.

Upside Down

Um blogue de uma futura (e esperançosa) jornalista, que vê na escrita um refúgio para os bens e para os males da vida.

Rita Nascimento: “Enquanto há esperança o sonho não acaba.”

 

Rita Nascimento é uma das concorrentes da sexta edição do Ídolos. Formada em medicina dentária pela Universidade de Coimbra, Rita procura conciliar o seu gosto pela medicina dentária com a sua paixão pela música.

Nesta entrevista, a concorrente do Ídolos fala-nos da sua participação em dois programas deste formato, da sua carreira como médica dentista e do significado que a música tem na sua vida.

Quero, desde já, agradecer à Rita pelo tempo que disponibilizou para responder às minhas perguntas, pela simpatia, pela humildade e por ter sido impecável em tudo o que a esta entrevista diz respeito.

11787446_958902810799965_1215726224_n.jpg

 

Em 2012 participaste no programa “A Voz de Portugal”, tendo ficado na equipa dos Anjos até à fase das Batalhas, na qual foste eliminada. Esta experiência deu-te força para continuares a lutar pelo teu sonho? Que balanço fazes de tudo isso?

Tudo tem um timing para acontecer e provavelmente este não era o meu timing, mas de qualquer maneira foi uma experiência muito gratificante, pude trabalhar com pessoas que percebem do mundo da música, conheci os Anjos e pude saber mais ou menos como é que é o mundo da televisão. Obviamente que no momento quando soube que não passava às galas não fiquei feliz - basicamente é morrer na praia -, mas tudo acontece por uma razão, também não estava tão madura como estou hoje e foi uma grande experiência. Por exemplo agora a concorrer ao Ídolos noto que estou muito mais diferente, já não tenho que me preocupar tanto com o curso porque já está acabado, estou mais disponível, e estas experiências deram-me aquela resistência para saber contar com um não e ter sempre um não como garantido. Fui para o Ídolos muito mais numa desportiva, mas creio que é por estar mais madura e por já ter passado por algumas experiências e levar isto na desportiva que se calhar estou a conseguir ir tão longe. Obviamente que também estou a lutar e estou a tentar dar o meu máximo e o meu melhor - e estou super feliz pela adesão de todas as pessoas que gostam de mim.

 

O que te levou a concorrer ao Ídolos?

Todas as pessoas que gostam de cantar têm sempre o desejo de seguir uma carreira musical. Como este mundo está muito difícil, estes programas são sem dúvida uma porta aberta para isso, porque quem consegue chegar o mais longe possível aparece na televisão todas as semanas e, quem sabe, alguém pode ver e pegar em nós. Eu concorri não só por causa disso mas porque também acho que é uma experiência incrível e estou sem dúvida a viver a experiência mais fantástica da minha vida. O ambiente é fantástico, somos um grupo muito unido e temos todos uma paixão em comum. Outra das razões que me levou a concorrer foi a minha constante luta porque não desisto facilmente. Mesmo estando nos outros programas e não indo longe, acho que enquanto tenho idade para concorrer devo insistir se é mesmo aquilo que eu quero. Enquanto há esperança o sonho não acaba. E claro, a razão principal, transmitir emoções, que a minha música tocasse as pessoas, que as pessoas sentissem aquilo que eu canto - isso é o meu principal objetivo -, que elas sintam alguma coisa quando me ouvem cantar, que vejam a música como uma história, porque muitas vezes ligam à melodia mas acho que uma boa interpretação chega mais rápido às pessoas.

 

Quando é que descobriste a tua paixão pela música?

Eu sempre estive muito ligada à música. A minha mãe diz que eu tinha 1 ano e dava uma novela na televisão chamada “Tieta” e que eu já dizia “Tieta Tieta” e ainda nem sequer sabia falar (risos). Por outro lado, a minha mãe sempre esteve muito ligada à música, sempre cantou e fez teatro e eu acho que puxei esse dom dela. Mas a minha paixão mesmo a sério descobri com 5 anos quando a minha mãe me inscreveu num festival da Costa Azul que foi em Setúbal, deu em direto para a RTP1, na altura só tinha 5 anos mas lembro-me como se fosse hoje, e o vencedor ia ao Sequim D’ouro em Itália. Foi a primeira vez que cantei assim num palco enorme para uma multidão de gente, com um original, com 5 anos e ficou tão gravado que ainda hoje me lembro desse momento - desde aí sempre continuei. Entretanto dava alguns espetáculos e depois tive uma banda, nada a nível profissional, mas nunca deixei por completo a música.

 

O que é, para ti, a música?

Bem, esta pergunta é difícil, é muito difícil descrever aquilo que eu sinto. Como já tinha dito ali em cima, a música para mim é, sem dúvida, transmitir emoções. Todas as pessoas têm sempre aquela música que ouvem quando estão mais felizes ou quando estão mais tristes e a música para mim é isso, é transmitir emoções naquilo que eu faço. Adorava um dia poder ter uma multidão a cantar a minha música – ok, é sonhar um bocadinho alto, mas acho que não sou penalizada por sonhar, é sempre bom. Gostava mesmo que as pessoas se identificassem com aquilo que eu transmito, esse é o meu grande objetivo, fazer com que as pessoas se identifiquem com aquilo que eu canto, com aquilo que eu escrevo e com aquilo que eu tento transmitir.

 

Como médica dentista que és, pretendes seguir uma carreira nesse ramo ou és capaz de abdicar disso por uma carreira na música?

Tirei medicina dentária porque gosto, não fui obrigada. Sempre fui muito ligada aos estudos, na altura até queria medicina mas não entrei, entrei em dentária e não voltei a tentar entrar em medicina porque realmente adorei medicina dentária e hoje sinto-me muito realizada com aquilo que eu faço, adoro mesmo ser dentista. Mas obviamente que o bichinho da música é muito forte. Não pretendo deixar a medicina dentária, ainda hoje em dia estamos aqui no Ídolos toda a semana, temos folga segunda e terça e eu vou lá ver alguns pacientes para não perder a prática. Gosto muito do que faço, o objetivo principal seria conseguir conciliar as duas, obviamente que não consigo a tempo inteiro, não pretendo deixar por completo, mas sim agora estou focada na música.

 

Como está a correr a tua participação no Ídolos? Fala-me um pouco sobre essa experiência desde o primeiro casting até às galas.

Esta experiência no Ídolos está a ser surreal, eu nunca pensei chegar tão longe, surpreendi-me a mim própria. Tirando a última gala que não correu muito bem por problemas técnicos, tenho tido comentários muito positivos, tanto dos jurados como das pessoas que me veem e são sem dúvida esses comentários que me dão mais força para querer ser melhor gala após gala. Gosto muito de estar aqui, sinto-me mesmo feliz em pisar aquele palco e estou mesmo muito feliz e muito grata por ter sido uma das sorteadas para estar nas galas. Obviamente que também é preciso ter algum valor, eles felizmente reconheceram que eu tinha esse valor para ir às galas. Estou mesmo muito feliz, está a ser fantástico.

Fui ao primeiro casting numa desportiva mesmo, fui com a minha melhor amiga e depois de tanto tempo de espera (esperei 12h no primeiro casting) eu já dizia “eu vou é embora, eu nunca sou escolhida, para que é que venho para aqui apanhar uma seca?” e a minha amiga dizia “Rita, não desistas, vai correr bem” e eu “não vai nada e não sei quê”, mas depois de tanta hora à espera cheguei ao júri e correu mesmo bem, acho que foi o melhor dia, um dos melhores dias da minha vida. É uma sensação mesmo ótima saber que alguém realmente vê aquilo que tu sentes e a paixão que tu tens pela música. A pior fase foi sem dúvida a do MEO Arena em que estive quase a morrer na praia e a não ir às galas, tive que cantar outra vez com uma colega, a Maria, mas depois os jurados lá decidiram escolher-me a mim e eu fiquei muito feliz e desde aí é dar sempre o meu melhor.

 

 

And that's it! Espero que tenham gostado e que esta entrevista vos tenha permitido conhecer melhor a Rita, a minha concorrente feminina preferida e uma das pessoas mais adoráveis com quem já falei. E, mais uma vez, um grande obrigada à Rita por ter sido tão impecável comigo!

Fico à espera do vosso feedback :p

E a próxima entrevista será...

Boa noite pessoas!

Decidi vir aqui apenas para vos abrir o "apetite" para a entrevista que irei publicar amanhã. Por muito que tentem adivinhar, provavelmente não chegarão lá, por isso vou dizer-vos já. A minha próxima entrevistada será (barulho de tambores):

Rita Nascimento! Pois é, a concorrente mais adorável do Ídolos aceitou responder a algumas questões e, após algumas semanas de espera e preparação, já tenho as respostas prontas a publicar. No entanto, por uma questão de tempo, só irei publicar amanhã a entrevista. Fiquem atentos, pois tentarei publicá-la durante a tarde de amanhã. 

Será uma entrevista muito interessante, principalmente para quem gostar da Rita e seguir o trabalho dela. Vai valer a pena a espera, posso garantir-vos :p

See you tomorrow guys!

FF: “Fiquei muito surpreendido por termos um público tão fiel”

A 23 de julho do presente ano foi-me permitida a realização de um sonho, tanto pessoal como profissional - realizei a minha primeira entrevista presencial. A nível pessoal foi a concretização do sonho de conhecer alguém que tanto admiro, o FF. A nível profissional foi, sem dúvida, o subir de mais um degrau em relação ao progresso que pretendo fazer ao longo da minha carreira que ainda nem começou. 

Tenho feito várias entrevistas a pessoas que admiro muito, todas via email ou facebook e hoje, depois de fazer a minha primeira entrevista presencial, tenho a certeza de que foram essas pequenas (e, para alguns, insignificantes) entrevistas online que me deram o estofo necessário para ser capaz de fazer uma entreviste coesa, coerente e com perguntas pertinentes. É isto que melhor demonstra a tese que tanto defendo de que é bom começarmos pelos passos básicos (neste caso as entrevistas online) para depois conseguirmos dar um salto grande e bem dado para as entrevistas presenciais que exigem, sem dúvida, uma maior preparação. Não nos serve de nada tentar saltar logo para algo de maior dimensão se nem sequer dominarmos o básico. Fica a dica.

Passando ao que importa, quero desde já agradecer ao FF pela prontidão em responder às perguntas que eu e a minha colega do blogue Viagens pelo Mundo lhe colocámos, por ter aceite perder uns minutos do seu tempo connosco e por ter sido tão humilde, tão simpático e tão generoso nas respostas. É por existirem pessoas assim que nós e todos aqueles que lutam pelo seu futuro passo a passo conseguem realmente chegar a algum lado. Muito obrigada FF, foi um prazer!

Aqui fica, então, a entrevista que com tanto gosto fizemos a um dos grandes nomes da música portuguesa.

 

ff.jpg

 

P: O que é que o FF de agora tem de diferente do FF do tempo dos Morangos com Açúcar?

R: Dez anos separam um do outro. Ao longo destes dez anos também fui ganhando a confiança e talvez a maturidade que não tinha quando comecei para poder fazer este disco/trabalho que, aliás, ando a promover atualmente e com muito gosto porque estou a tentar pela primeira vez o género de músicas que têm muito a ver com a minha personalidade e com a minha voz e acho que isso é visível nos concertos. Deixa-me muito feliz ver que as pessoas entendem isso e percebem que desta vez não sou eu a emprestar a voz a outro projeto musical ou a imitar alguém, desta vez sou eu a mostrar aquilo que sou musicalmente e é um caminho que nem sempre é fácil mas é essencial quando pensamos em construir um percurso e uma carreira, não olhando só para aquilo que vamos fazer no ano a seguir, mas olhando para o futuro pensando que daqui a vinte ou trinta anos eu vou querer ouvir este trabalho e vou querer continuar a gostar dele. Precisamente por essa necessidade é que eu também me desvirtuei um bocadinho do universo televisão que era um universo mais juvenil e pop e me ensinou muita coisa mas que a certa altura é quase como tu teres necessidade de quereres sair de casa e foi isso, no fundo, que aconteceu.

 

 

P: Com um estilo de música anterior tão diferente porque é que decidiste optar pelo caminho do fado?

R: Porque, na verdade, o estilo de música ainda mais anterior a esse é o fado. O fado não surge depois da minha aparição na televisão, pelo contrário, o fado já vinha de antes, já vinha desde eu ser pequenino. Aliás, a primeira vez que participei em alguma coisa ou que fiz alguma coisa ligada com música foi no Bravo Bravíssimo, com 11 anos, a cantar um fado de Amália Rodrigues – Gaivota – que, aliás, hoje fiz questão de cantar aqui também. Portanto, o fado foi a minha primeira paixão e também a minha primeira forma de explorar a minha voz e o canto. Mais tarde ou mais cedo eu percebi que teria de lá regressar apesar de isto não ser um projeto de fado tradicional, tem o fado mais na minha voz do que propriamente nos instrumentos que o compõem porque não temos guitarra portuguesa nem violas, mas cantamos e fazemos alguns fados porque faz sentido.

 

P: Querer é o truque para ter? Tem sido assim ao longo da tua carreira?

R: Tem, tem e com muito trabalho. Eu acho que essa mensagem continua a fazer sentido e vai fazer sempre, porque quando queremos uma coisa não podemos ficar simplesmente à espera que ela nos caia do céu, temos de batalhar por ela, temos de lutar por ela e é isso que eu faço todos os dias e todos os anos tentando melhorar o meu trabalho, melhorar-me enquanto intérprete, enquanto compositor, enquanto músico e mostrando às pessoas que estou a fazer o meu trabalho, que estou a tentar mostrar-lhes sempre algo que elas não conheçam e que espero que elas gostem.

 

P: Como é que te sentiste a atuar para o público de Mira? O que é que achaste do público?

R: Muito bem. Fiquei muito surpreendido por termos um público tão fiel que ficou do início ao fim e pediu para voltarmos, o que eu acho que é sempre um ótimo reflexo do concerto. Quando um concerto acaba e o público quer que nós voltemos, eu acho que não pode haver melhor reflexo de ter corrido bem ou não senão esse. Se nós sairmos de palco e não voltarmos, o público se calhar gostou mas não sentiu vontade de ouvir mais músicas e desta vez aconteceu, o que me deixa muito feliz até porque este segundo final é um final que fica sempre em aberto, umas vezes fazemos, outras vezes não fazemos, porque nem sempre os públicos o permitem. Fico feliz por hoje, depois de um concerto de uma hora e meia, ainda ter de voltar, ainda mais numa quinta-feira, um dia de semana, em que apesar de haver muita gente de férias a verdade é que é um dia a meio da semana e deixa-me muito feliz saber que este público é tão carinhoso e que cantou e esteve presente.

 

 

Se quiserem ver a entrevista publicada no jornal Miraonline, em nome do qual a realizámos, basta clicarem aqui. Espero que gostem, que comentem e que partilhem!

AnnyIsCandy: "Sempre tive uma enorme vontade de dizer o que me vai na cabeça"

AnnyIsCandy é uma jovem youtuber cujos vídeos falam dos mais variados temas, desde, por exemplo, os Brasileirismos até temas como Namorar com liberdade ou os Ciúmes

Decidi entrevistá-la porque acompanho o seu canal há já algum tempo e identifico-me com as ideias defendidas nos vídeos que nele são publicados. Além disso, considero fundamental a divulgação do trabalho de youtubers que usam o YouTube para dizerem o que pensam, tentando chegar ao maior número de pessoas e, quem sabe, abrir algumas mentes. 

Agradeço, desde já, à AnnyIsCandy por aceitar o meu pedido e por responder tão clara e prontamente às minhas questões. Espero que gostem e que partilhem muito!

 

  

P: O que te levou a criar um canal do YouTube no qual publicas vídeos sobre os mais diversos temas?

 

R: Antes do YouTube, eu tinha um blog onde fazia o que faço hoje no YouTube. Já nessa altura eu seguia vários youtubers estrangeiros, e sentia uma enorme curiosidade e vontade de fazer os meus próprios vídeos. Comecei por fazer vídeos no SapoVídeos unicamente para pôr no blog (que também era no Sapo) e só mais tarde me dediquei apenas ao YouTube. Acho que posso dizer que sempre tive uma enorme vontade de dizer o que me vai na cabeça, a verdadeira questão era encontrar quem quisesse ouvir.

 

 

P: O YouTube tornou-se uma grande parte da tua vida? Consegues conciliar toda a dedicação que o teu canal que exige com as responsabilidades que certamente terás enquanto estudante?

 

R: Hoje em dia o YouTube é uma parte muito importante da minha vida. É das coisas que mais me faz feliz! É claro que às vezes não é muito fácil conciliar a gravação e edição de vídeos com o estudo e os trabalhos da faculdade, mas eu acho que tenho de fazer aquilo que gosto na vida e para mim isso é o YouTube! Estou disposta a ter o trabalho que for preciso para continuar a fazer os meus vídeos, mesmo que seja com menos frequência.

 

 

P: De que forma escolhes os temas sobre os quais falas nos teus vídeos? O público que te segue intervém nessa escolha?

 

R: Na maioria das vezes os temas surgem daquilo que eu observo no meu dia-a-dia ou de experiências pessoais. Há vezes também em que eu acho importante passar alguma mensagem aos meus subscritores, que normalmente também surge de alguma experiência pessoal. Às vezes os meus subscritores enviam-me sugestões interessantes que eu uso em vídeos, mas é pouco frequente. Os vídeos em que eles intervêm mais são os de perguntas e respostas, em que eu respondo às curiosidades deles.

 

 

P: O que é que o mundo do YouTube já te ofereceu desde que começaste o teu projeto?

 

R: Desde que comecei o meu canal do YouTube, já tive experiências incríveis, a maior delas o enorme carinho que as pessoas têm comigo e que continua a ser surreal. Graças a todas estas pessoas que gostam do meu trabalho e me apoiam tanto já tive a oportunidade de apresentar dois programas de televisão e actualmente represento a wtf, um tarifário jovem da NOS. O que mais me fez feliz nestas experiências foi sem dúvida o contacto com os meus subscritores sempre que nos deslocámos a escolas para gravar programas ou promover o tarifário. Era sempre espetacular!

  

 

P: Como lidas com o reconhecimento do público?

 

R: Eu sou uma pessoa muito tímida e é sempre estranho para mim ser apanhada desprevenida na rua! Mas acaba sempre por ser engraçado, nunca tive uma má experiência porque as pessoas que me abordam são as que gostam do meu trabalho.

 

Entrevista a Tiago Braga

Tiago Braga é um jovem cantor, que utiliza o YouTube para divulgar o seu trabalho. O canal do Tiago, que podem ver aqui, está repleto de covers de músicas bem conhecidas por todos nós e de alguns dos seus originais. 

No fim da entrevista deixarei alguns daqueles que, a meu ver, são os seus melhores vídeos.

 

11259823_927102403976607_33147566_o.jpg

 

P: Quando surgiu o teu interesse pela música?


R: O gosto sempre aqui esteve desde pequenino, sobretudo por influência dos meus pais. Mas só comecei a ter um interesse propriamente dito, ou seja, a pensar em levar isto mais a sério por volta dos 14 anos.



P: Já participaste ou pensas participar num programa televisivo no formato do Ídolos ou Factor X?

R: Já participei num programa de televisão sim, no The Voice Portugal. Apesar de não acreditar que estes programas sirvam para estabelecer uma carreira musical bem sucedida, acredito que possam ser uma espécie de rampa de lançamento no sentido em que permitem ter uma enorme exposição. A forma como a pessoa aproveita os seus 15 minutos de fama e os transforma numa ligação duradoura com o seu público e retira daí uma carreira é que faz a diferença, na minha opinião. Claro que isto assim dito parece fácil, mas não é. E, infelizmente, o sucesso muitas vezes não depende só do esforço de quem concorre a estes programas, mas também de ter a sorte de estar no lugar certo à hora certa e ter a ajuda das pessoas certas a fazer as coisas andarem para a frente.

 

 

P: Tens algum tipo de formação musical?

R: Sim, estudei no Conservatório de Música de Gaia durante cinco anos. Tenho o 5º grau de Piano, Formação Musical e Classe de Conjunto. Fiz também um ano do curso de guitarra clássica e completei dois do três anos do curso de técnica vocal e repertório.



P: Quando surgiu a ideia de criar um canal no YouTube? E porquê?

R: Eu já era um seguidor assíduo do YouTube muito antes de ter começado a publicar vídeos. Desde os meus 14 anos que sigo vários artistas na plataforma e desde que comecei a ver esses YouTubers, esses artistas independentes que expunham o seu trabalho na internet e tinham milhões de pessoas a segui-los, comecei a ter vontade de fazer o mesmo. Aos meus olhos, eles eram pessoas “normais" como eu: sabiam cantar e tocar, tinham uma câmara de filmar e um microfone, gravavam-se a eles próprios com a ajuda de amigos e publicavam os conteúdos que criavam no YouTube. A descoberta do YouTube, aliada ao gosto pela música, fez-me perceber que eu não precisava de uma editora para fazer aquilo que gosto. Comecei a publicar vídeos de covers no meu canal, os números começaram a crescer, as pessoas pareceram gostar daquilo que eu fazia e por isso continuei a fazê-lo até hoje.

 


P: Esperavas ter o feedback que tens recebido?

R: No início, sinceramente, não. Eu sei que isto parece aquela frase bonita que todos os artistas dizem, mas na verdade eu acho que quando se começa tem-se sempre aquele sonho de ter uma aceitação enorme e de começar a ser seguido por milhares de pessoas. No entanto, esperar que isso aconteça, no meu caso, não passava daqueles devaneios que todos temos quando sonhamos acordados. Também não me considero um artista por aí além, nem tão pouco sei se o termo artista é o adequado para me categorizar, mas sei que estou muito satisfeito com o feedback que tenho recebido.

 


P: Qual foi o melhor momento que a música já te proporcionou?

R: A música já me proporcionou tantos bons momentos que é difícil escolher só um! Aliás, alguns daqueles que são os meus melhores amigos hoje em dia conheci-os por causa do YouTube, e consequentemente, por causa da música. A que me marcou mais recentemente foi sem dúvida ter sido convidado para ir a Itália gravar o meu single “Still In Love With You” no verão passado. Foi uma experiência incrível.



P: A música é a tua maior paixão, ou há algo que se sobreponha a isso?

R: Neste momento, não considero que haja algo que se sobreponha à minha paixão pela música. Mas tenho uma enorme paixão pela área do audiovisual em geral, sobretudo pela fotografia. Gostava de poder ir desenvolvendo as duas paralelamente e acredito que isso seja possível, mas acho que a música estará sempre à frente da fotografia.

 

 

 

Gostaram da entrevista? Que tal espreitarem o canal do Tiago e darem algum valor aos bons artistas que temos no nosso país? Convido-vos a verem, então, alguns dos vídeos que eu mais gosto do canal do Tiago, canal esse que sigo há uns bons anos e que é, sem dúvida, um dos meus preferidos. Vale a pena ver!

 

 Still In Love With You (original)              

 

I Can't Make You Love Me (cover)     

 

 My Immortal (cover)

 

Read All About It (cover)                                                 

 

 Broken (original) 

 

 

Entrevista a Pedro Chagas Freitas

Há uns dias fiz um post a falar de uma entrevista surpresa que iria ser publicada brevemente. Demorei mais do que o previsto, mas aqui está a tão esperada entrevista a.... Pedro Chagas Freitas. É isso mesmo, tive a oportunidade e a honra de entrevistar um dos meus escritores preferidos. 

Espero que gostem da minha primeira entrevista!!

 

 

_DSC0565-Edit.png

 

Pedro Chagas Freitas é um escritor português, autor do grande êxito Prometo Falhar. Se quiserem saber mais informações sobre o entrevistado, podem consultar AQUI um post que fiz no qual consta uma pequena biografia do mesmo.

Passemos, então, às questões e respetivas respostas:

 

P: Como surgiu o seu interesse pela escrita?

R: A escrita está comigo desde que me lembro de mim. E está como uma necessidade. Tenho de escrever. Sem escrever não sou eu. Falta qualquer coisa. Um dia sem escrever é um dia vazio. Sem escrever fico desabitado.

 

P: O que o inspira a escrever?

R: Não acredito na inspiração – isso é desculpa de preguiçoso. Acredito na nossa capacidade de lutar contra as nossas limitações, contra as nossas insuficiências. E o segredo é simples: ler muito, escrever muito, comparar muito. Só assim se consegue libertar mais a mão.

 

P: Qual foi o livro que mais gostou de escrever? 

R: Talvez o “in Sexus Veritas”, por ser o mais extenso e por me ter mostrado que a disciplina e o método podem fazer milagres. Escrevi, religiosamente, dez páginas por dia – custasse o que custasse. E assim consegui criar aquela obra de 1500 páginas – ao fim de 150 dias. Basta fazer as contas, não é? Mas todas as obras são especiais ao nível da escrita. E é esse o fascínio da coisa. 

 

P: De que forma é importante a utilização do Facebook para divulgação do seu trabalho? 

R: É fundamental. Creio que a Internet é um meio de divulgação fundamental para qualquer artista – e quis, desde o começo, explorar esse meio. Hoje qualquer criador tem de o fazer. Sem pudores. Sem medo.

 

P: Editou, em 2014, um livro que ainda se encontra no top de vendas nacional - "Prometo Falhar". É importante saber falhar?

R: É essencial não nos levarmos muito a sério. Sabemos que somos falíveis mas temos a mania que podemos ser perfeitos. Tentei, nessa obra, desconstruir essa ideia – deixar as pessoas mais libertas para serem pessoas. E por isso falíveis. Graças a Deus. Sem a falha isto seria tudo uma seca.

 

P: Este ano será lançada a sua próxima obra. Há alguma informação que possa disponibilizar, para satisfazer a curiosidade dos fãs?

R: A obra será lançada em muito breve – será um romance e mais qualquer coisa. Sabe-se lá o quê... Será escrita num registo bastante intimista, como “Prometo Falhar”. E mais não digo.

 

 

E então, gostaram das perguntas e respostas? Como principiante gostaria de receber o vosso feedback, de forma a poder melhorar nos aspetos em que possa estar menos bem.

Aproveito para agradecer publicamente a Pedro Chagas Freitas por se ter mostrado tão pronto a colaborar e, também, por ter perdido algum do seu tempo a responder às questões de alguém que, no fundo, se está a estrear nesta área. A prontidão e vontade de ajudar é fundamental para quem está a tentar, sozinha, criar currículo e experiência.

Surpresa!

Tal como o título do post indica, estou a preparar uma surpresa aqui no blog, daí que não tenha publicado nada depois da minha última publicação. Posso dizer-vos apenas que é uma entrevista com alguém conhecido por muitos de vós e, como estou na fase de preparação para a publicação, ainda não sei quando vai estar pronta.

Seja como for, decidi deixar-vos com alguma curiosidade, para que estejam em modo alerta quanto aos futuros posts do blog.

Fiquem atentos!